terça-feira, 31 de julho de 2007

Prof.ª Maribel Melo

A Regionalização do Espaço Brasileiro

Critérios de Divisão Regional

Em termos simplificados, regionalizar é delimitar um espaço geográfico com características comuns a partir de um determinado critério. As regionalizações atendem a interesses didáticos - facilitar a compreensão do espaço - e serve de base para objetivos estatísticos e administrativos de planejamento estatal.
A regionalização, definida como a divisão de um determinado espaço ou território em áreas, pode ser criada com base em critérios físicos, socioeconômicos ou políticos.
O Brasil já conheceu diversas regionalizações, de acordo com os diferentes contextos históricos, evolução econômica e interesses políticos. Veja a seguir:


§ A primeira divisão regional foi apresentada em 1938, decorrente da preocupação do governo com a integração econômica do espaço brasileiro. Marcado pela centralização do poder político, dentro da conjuntura da Revolução de 30, o Estado precisava de conhecimento estatístico do território e da população para traçar os rumos do desenvolvimento brasileiro. Elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela priorizava a localização em detrimento das características físicas, humanas e econômicas das áreas que agrupava
§ Visando aperfeiçoar o conhecimento geográfico do país e IBGE apresentou em 1941 uma nova divisão regional do território brasileiro, com o objetivo de facilitar os estudos estatísticos elaborados pelo governo e de servir de suporte para o ensino de Geografia do Brasil nas escolas. A divisão regional de 1941 já delimitava cinco grandes regiões: Norte, Nordeste, Leste, Sul e Centro-Oeste. Foi feita com base no conceito de região natural, levando em conta sobretudo a uniformidade dos elementos da natureza.
§ Na divisão regional seguinte, de 1945, as unidades regionais continuaram estabelecidas por meio fatores naturais, principalmente clima, vegetação e relevo. Embora tivesse mantido as grandes regiões da divisão anterior, acrescentava critérios hierárquicos (grandes regiões, regiões, sub-regiões e zonas fisiográficas) e os novos Territórios Federais criados em 1942 (Fernando de Noronha) e 1943 (Amapá, Rio Branco, Guaporé, Ponta Porã e Iguaçu). A classificação, entretanto, encaixava todos os Estados inteiros (com paisagens heterogêneas) nas grandes regiões, gerando críticas dos especialistas.
§ Em 1969, os novos conhecimentos adquiridos sobre o território brasileiro e a evolução do desenvolvimento industrial e urbano obrigaram o IBGE a criar uma nova divisão regional. Dessa vez, o conceito-base era o das regiões homogêneas, definidas pela combinação de aspectos naturais, sociais e econômicos. A Região Leste desapareceu, com a Bahia e o Sergipe migrando para a Região Nordeste. A Região Sul passou a existir sem a presença de São Paulo que, juntamente com Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, passou a constituir a nova Região Sudeste. Entretanto, percebemos que as linhas divisórias das regiões continuam coincidindo com os limites estaduais.
§ A classificação de 1988 mantém os principais critérios da divisão regional de 1969 introduzindo o Estado de Tocantins, criado em 1988 e desmembrado do Estado de Goiás (dessa forma a Região Centro-Oeste teve seu espaço reduzido já que o novo estado foi incluído na Região Norte por ter maior articulação econômica com o Estado do Pará e com o sul do Maranhão).
Nos anos 1960, o geógrafo Pedro Pinchas Geiger estabeleceu uma divisão não-oficial, que buscando se ater mais ao processo socioeconômico, sem o rigor das delimitações das fronteiras políticas interestaduais. Trata-se da classificação do país em grandes Complexos Regionais - Centro Sul, Nordeste e Amazônia -, como veremos a seguir.
Nos últimos anos muitas outras propostas de regionalização, divisão e criação de novos estados têm surgido no Congresso brasileiro e em estudos acadêmicos


O Complexo Regional do Nordeste

O mapa abaixo representa o Complexo Regional do Nordeste, o primeiro a ser constituído no processo de formação do território brasileiro. Considerando a regionalização oficial do Brasil, produzida pelo IBGE, esse complexo é formado por estados da macroregião Nordeste, excluído o oeste do Maranhão, e acrescentando-se o norte do estado de Minas Gerais.
Essa região foi a primeira a ser explorada pelos portugueses.
Corresponde a uma área de 1,5 milhão de km2 (18% da área do país) e concentra 30% da população do Brasil.

Aspectos Gerais
Clima
O Nordeste apresenta os seguintes tipos climáticos: Equatorial (temperaturas elevadas sem estação seca), o Litorâneo úmido (temperaturas elevadas com chuvas de inverno e outono), Tropical (temperaturas elevadas com chuvas no verão) e o Semi-árido (temperaturas elevadas com chuvas escassas e irregulares).

Vegetação
O Nordeste apresenta diferentes tipos de vegetação. À medida que nos dirigimos para leste, a Floresta Amazônica vai desaparecendo, dando lugar à Mata dos Cocais. Essa mata cobre grande parte do Maranhão e do Piauí e recebe esse nome devido à presença de numerosas palmeiras como o babaçu e a carnaúba. Nas áreas em que as chuvas são mais escassas e as estações se definem entre seca e chuvosa, os cocais vão desaparecendo e surge o cerrado. Nas áreas onde a quantidade de chuva é ainda menor, aparece o clima semi-árido e a caatinga. Próximo ao litoral surge a floresta tropical úmida da encosta, ou Mata Atlântica. A Vegetação de praias, dunas e restingas nos litorais arenosos e Mangue, que se desenvolve em solos de pequena declividade, sob a ação das marés de água salgada.

Hidrografia
A Região apresenta rios permanentes (sempre tem água) e temporários (secam na estiagem).
Principais rios
Parnaíba - O único delta em mar aberto das Américas. O Rio Parnaíba divide os estados do Piauí e Maranhão. Produz energia elétrica através da usina hidrelétrica de Boa Esperança.
São Francisco - nasce em Minas Gerais e percorre a Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. É o maior rio totalmente brasileiro. O potencial hidrelétrico do rio é aproveitado, principalmente, pelas usinas de Paulo Afonso, Sobradinho, Xingo etc.
Rio Jaguaribe – CE

População
Grande parte da população nordestina vive em precárias condições de nutrição e saúde. A região apresenta alta taxa de mortalidade (26,5 por mil habitantes - 1998) e de natalidade (24,3 por mil habitantes-1999).
Região pouco desenvolvida, essas pessoas sempre encontram dificuldades para conseguir trabalho, por esse motivo, ao qual se soma a seca, que o nordeste caracteriza-se por ser uma zona dispersora de mão-de-obra não-especializada, sendo o nordestino o brasileiro que mais migra. Temos vários tipos de migrações:
§ Do nordeste para as áreas industrializadas de São Paulo e do Rio de Janeiro,
§ Do nordeste para as frentes de trabalho do Norte e do Centro-Oeste, sempre em busca de melhores condições de sobrevivência.
§ Os nordestinos movem-se dentro do próprio Nordeste, migrando do Agreste e do Sertão para as áreas industrializadas. Além disso, no inverno - período da seca mais intensa no Sertão e de chuvas no litoral - os sertanejos dirigem-se para as áreas açucareiras da Zona da Mata, a fim de se empregarem temporariamente na colheita de cana-de-açúcar. Quando as chuvas voltam ao Sertão esses indivíduos retornam aos seus lugares e ocupações de origem. A essas migrações periódicas dá-se o nome de movimentos sazonais ou transumância.

Regiões Fisiográficas

1 – Zona da Mata ou litoral oriental
2 – Agreste (transição)
3 – Sertão (área seca) ou interior
4 – Meio-Norte (área de transição)



1 - Zona da mata: Estende-se do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, numa faixa litorânea de até 200 Km de largura.

Economia
Extrativismo vegetal - A necessidade de efetivar a posse definitiva da terra ameaçada por estrangeiros levou Portugal a iniciar a colonização do Brasil. Na óptica da política mercantilista, no entanto, a ocupação da terra exigia o estabelecimento de uma atividade econômica suficientemente lucrativa que atraísse os interesses de investidores e colonos e que gerasse dividendos para a metrópole. Produto: ______________

Agricultura




Extrativismo mineral




Industria




Turismo




2 – Agreste: E a região de transição entre a Zona da Mata e o Sertão

Economia
Agricultura




Pecuária




Industria




3 – Sertão: O sertão, uma extensa área de clima semi-árido, chega ate o litoral, nos Estados do Rio Grande do Norte e Ceara. Os solos dessa sub-região são rasos e pedregosos.

Agricultura




Pecuária




4 – Meio Norte: A faixa de transição entre o sertão semi-árido do Nordeste e a região Amazônica denomina-se Meio Norte. Encontramos o porto de Itaqui – Maranhão, onde se faz o escoamento do minério de Carajás.

Agricultura – desenvolve-se nas áreas mais úmidas




Pecuária – desenvolve-se nas áreas mais secas do interior




Extrativismo Vegetal




O Problema da Desertificação

Definição de desertificação

A Desertificação foi definida pelas Nações Unidas como sendo "a degradação da terra nas zonas áridas, semi-áridas e sub-úmidas secas resultantes de fatores diversos tais como as variações climáticas e as atividades humanas" sendo que, por degradação da terra se entende:
a. Degradação dos solos e recursos hídricos
b. Degradação da vegetação e biodiversidade
c. Redução da qualidade de vida da população afetada
Esta definição foi adotada durante a Rio 92 e incorporada à Agenda 27. Durante a realização da Rio-92, os países reunidos em assembléia geral autorizaram a negociação de uma Convenção Internacional sobre Desertificação e Seca, que já está vigorando e o Brasil é país signatário.
Áreas de ocorrência de desertificação no Brasil

Mapa de Ocorrência de Desertificação e Áreas de Atenção Especial no Brasil

Fonte: (Adaptado) Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. 1922.

Causas e conseqüências da desertificação no Brasil

De forma geral, as causas da desertificação no Nordeste, não são diferentes daquelas normalmente encontradas em outras áreas do mundo. Quase sempre se referem ao uso inadequado dos recursos (desmatamento), a práticas inapropriadas do uso do solo (pastoreio e cultivo excessivo) e principalmente a modelos de desenvolvimento regionais imediatistas.
A existência de concentrações populacionais, muitas vezes superiores à capacidade de carga do ambiente e com práticas primitivas de uso do solo, associadas em geral, a um sistema de propriedade da terra altamente concentrado, caracterizam graves problemas sócio-econômicos da desertificação e que, quase sempre, são agravados pela existência de secas periódicas.
A introdução, nos últimos anos, de práticas modernas de irrigação e agroindústria, principalmente, nos vales do Jaguaribe e São Francisco e em grandes açudes, sem as devidas precauções quanto aos impactos ambientais do uso inadequado do recurso hídrico, da mecanização e do uso de defensivos agrícolas, tem provocado conseqüências sérias de erosão e salinização.
Esses processos de degradação produzem conseqüências sobre os diferentes componentes ambientais, tais como:
1. Eliminação da cobertura vegetal original e presença de uma cobertura invasora, com conseqüente redução na biodiversidade e portanto no patrimônio genético regional.
2. Perda parcial ou total do solo, seja por fenômenos físicos (erosão) ou fenômenos químicos (salinização e alcalinização), acompanhada do aumento da freqüência de rodamoinhos e tempestades de areia.
3. Diminuição na quantidade e qualidade dos recursos hídricos, afetando principalmente o escoamento superficial, tanto na quantidade como no período.
4. Diminuição na fertilidade e produtividade do solo, afetando a produtividade e produção, animal e agrícola, gerando com isto, o abandono de áreas, principalmente em casos de mineração e com conseqüente aumento nas atividades extrativistas.
5. Na população humana: diminuição da densidade, aumento relativo no número de jovens e anciões, predomínio do sexo feminino em função da alta migração do sexo masculino, o que vai incrementar os cinturões de pobreza dos centros urbanos.
6. No comportamento sócio-econômico: diminuição nas fontes de ingresso e da relação produção/consumo, isto é, a ocupação humana que era basicamente primária ou produtiva, passa a ser secundária ou consumista. Aumento do desemprego, diminuição do investimento, crescente importação de produtos de consumo e, finalmente, a geração de uma consciência de abandono, provocada por atitudes de resignação frente aos graves problemas de sobrevivência e do abandono e desprezo por parte das instituições governamentais.

Impactos sócio-econômicos da desertificação

A desertificação provoca importantes impactos na sociedade e na economia em todo o mundo. O dimensionamento desses impactos é tarefa das mais importantes, seja para os países, para as populações locais ou para os agricultores individualmente.
Os impactos sociais podem ser caracterizados pelas importantes mudanças sociais que a crescente perda da capacidade produtiva provoca nas unidades familiares.
As migrações desestruturam as famílias e impactam as zonas urbanas, que quase sempre não estão em condições de oferecer serviços às massas de migrantes que para lá se deslocam. Em geral, a população afetada pela desertificação tem como característica principal a alta vulnerabilidade, pois estão entre as mais pobres e sem acesso à educação e renda apropriadas.
O diagnóstico existente sobre a desertificação no Brasil mostra que as áreas afetadas de forma muito grave somam 181.000 km2 (18.100.000 ha), além das áreas irrigadas consideradas como tendo salinização, que podem chegar a 30.000 ha. Considerando os parâmetros do PNUMA, e tomando como hipótese que somente 20% das terras sejam ocupadas com agricultura de sequeiro, teríamos uma perda, para os 3 tipos de atividade, da ordem de US$ 7.500.000,00 para agricultura irrigada, US$ 181.100.000,00 para as áreas de agricultura não irrigada e US$ 101.360.000 para as terras de pastoreio. O total seria, então, de cerca de US$ 289.860.000,00 por ano.
Já os custos de recuperação são bem mais elevados. Estima-se que sejam necessários US$ 50.00/ha/ano para a recuperação de pastos nativos, US$ 250,00 ha/ano para áreas de agricultura não irrigada e cerca de US$ 2.000,00/ha/ano para áreas salinizadas.
• Aplicando estes valores para as terras consideradas acima teríamos que os custos de recuperação seriam da ordem de US$ 181.000.000,00 para pastos nativos, US$ 3.620.000,00 para agricultura de sequeiro e US$ 60.000.000,00 para áreas salinizadas, perfazendo um total de US$3.861.000.000.

O Complexo Regional do Centro Sul

A região geoeconomica ou complexo regional do Centro Sul, abrange quase um terço do território brasileiro e, se considerada a divisão do IBGE, compreende o Distrito Federal e 11 Estados das macroregiões Sul, o Sudeste e Centro Oeste.

Este complexo regional reúne os espaços mais desenvolvidos e dinâmicos do território brasileiro. Certos dados estatísticos expressam de forma inequívoca a liderança nacional desta grande região, como observa-se a seguir:
§ Aproximadamente 2/3 do valor da produção industrial
§ Cerca de 80% do PIB do país
§ Cerca de 65% da população do país

A Formação do Espaço do Centro-Sul

Historicamente o eixo da economia colonial girou em favor do Centro-Sul desde o desenvolvimento da mineração em Minas Gerais, no século XVIII e a conseqüente transferência da capital para a cidade do Rio de Janeiro.
A cultura cafeeira, implementada no século XIX, foi responsável pela grande expansão da rede de transportes, sobretudo o ferroviário, e do advento de um ciclo migratório que mudaria drasticamente a economia paulista, lançando as bases do futuro desenvolvimento industrial.
Paralelamente, a imigração européia para os estados do Sul geraria o desenvolvimento do mercado interno fundado na agropecuária, principalmente.
Entre os anos 1930 e 1950, a montagem de uma infra-estrutura de energia, rodovias e telecomunicações, conduzida pelo Estado favorecia a expansão industrial, atraindo milhões de brasileiros para os estados do Sudeste. Estava consolidada a liderança de São Paulo e preparada a expansão para o Centro-Oeste, empreendida após a construção de Brasília, em 1960.
A vitalidade da economia do Sudeste atraiu numerosas levas de migrantes, principalmente as atividades das regiões vizinhas (Centro Oeste e Sul). O apogeu desse movimento consolidou-se nos anos 1970; nas décadas seguintes a capacidade de absorver mão-de-obra de outras regiões foi se reduzindo significativamente. Observe o mapa a seguir:


AS PRINCIPAIS METRÓPOLES DO PAÍS

A liderança do Centro Sul reflete-se na distribuição populacional e no padrão de urbanização do país. Observe no mapa abaixo as metrópoles e cidades importantes que comandam o espaço geográfico brasileiro:

Indique
§ A metrópole mundial do Centro Sul:______________________________________________________
§ As metrópoles nacionais do Centro Sul: __________________________________________________
__________________________________________________________________________________
§ As capitais regionais do Centro Sul:______________________________________________________
__________________________________________________________________________________

O MERCOSUL

O Centro Sul tem outra vantagem geográfica em relação às demais regiões: está muito mais integrada ao Mercosul, tanto em função da proximidade com os países do bloco, como da maior disponibilidade das redes de transportes e telecomunicações.

O Núcleo Geoeconômico Do Mercosul

Fonte: FGV/SP (adaptação de Magnoli & Araújo)

Indique os paises limítrofes ao complexo regional do Centro Sul:
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O SUDESTE NO CENTRO SUL

População e território
§ Formada pelos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, ocupa 10,85% do território brasileiro, com área de 927.286,2 km2.
§ A região Sudeste é a de maior população no país, somando 67.003.069 habitantes, o que corresponde a 42,63% do total. É também a região com maior densidade demográfica (72 habitantes por km2) e mais alto índice de urbanização: 88%.
§ • Abriga as duas mais importantes metrópoles nacionais, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, localizadas em estados que levam os mesmos nomes. A cidade de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, é considerada importante metrópole regional.

Quadro Natural
O Relevo predominante é o planáltico, onde despontam principalmente as serras da Mantiqueira, do Mar e do Espinhaço. Outra paisagem típica são as formações arredondadas, denominadas "mares de morros" e os "pães de açúcar", que são montanhas de agulhas graníticas. O Sudeste é marcado pela tropicalidade mas apresenta variações locais em suas diversas áreas: nas planícies costeiras o clima predominante é o tropical úmido; nas áreas serranas a altitude reduz as médias térmicas e possibilita geadas no inverno. A vegetação original já foi praticamente toda substituída por plantio e áreas urbanas, com exceção de resíduos de Mata Atlântica, sobretudo nas áreas de relevo acidentado.
Em função do relevo planáltico, o Sudeste apresenta grande potencial hidrelétrico, em grande parte aproveitado por um grande número de usinas. A maior delas é a de Ilha Solteira, no rio Paraná, localizada na divisa dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A topografia de Minas Gerais constitui um notável centro dispersor de águas, formando, por exemplo, as nascentes de duas importantes bacias hidrográficas do país: a bacia do rio Paraná, que se origina da união dos rios Paranaíba e Grande, próxima à região conhecida como Triângulo Mineiro, e a do rio São Francisco, que nasce na serra da Canastra.

Ocupação do Espaço
Além dos fatos históricos citados anteriormente, contribuíram para o desenvolvimento econômico do Sudeste os seguintes fatores:
§ o espírito empreendedor e o capital humano dos diversos grupos de imigrantes europeus e asiáticos
§ o relevo e a hidrografia que propiciam o aproveitamento da energia hidrelétrica;
§ os complexos portuários de Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Tubarão-Vitória (ES), entre outros;
§ a presença de jazidas de minerais metálicos no Quadrilátero Ferrífero e de bacias petrolíferas no Rio de Janeiro;
§ a grande oferta de mão-de-obra, fruto de movimentos migratórios que tiveram como destino os estados do Sudeste.

Destaques da Economia







Principais Sub-Regiões

Megalópole: Compreende o eixo entre as duas principais metrópoles brasileiras: Grande São Paulo e Grande Rio de Janeiro. Esse espaço geográfico de cerca de 400 km abrange outras cidades industriais. Além da ligação ferroviária a megalópole depende estreitamente da Rodovia Presidente Dutra. Abrange o Vale do Paraíba.
Vale do Paraíba: a importância da região reside em sua localização estratégica, entre São Paulo e de Janeiro; reúne importantes pólos industriais e tecnológicos e integra a Megalópole.
Cidades: ______________________________________________________________________________

Triângulo Mineiro: Sub-região, situada no oeste de Minas Gerais, delimitada pelos rios Paranaíba e Grande. Essa área tem conhecido notável progresso, propiciado pela cultura do café, pecuária de corte, agroindústria e demais atividades conhecidas como agribusiness ou agronegócios (hotéis-fazenda, festas rurais, artesanato, pesca em rio, lazer, etc).
Cidades: ______________________________________________________________________________

Vale do Ribeira: Área de fraco desenvolvimento econômico de São Paulo, circunscrita ao sul do estado. As cidades de Registro e Iguape são as mais importantes; a economia depende principalmente do ecoturismo e do extrativismo vegetal.
Cidades: ______________________________________________________________________________

Zona da Mata Mineira: tradicionalmente ligada à pecuária leiteira e à policultura, é uma sub-região que abastece principalmente as metrópoles de Belo Horizonte e Rio de Janeiro (e São Paulo, em menor escala). Sua localização tem atraído recentemente muitas indústrias.
Cidades: ______________________________________________________________________________
Quadrilátero Central: situado no centro de Minas Gerais, compreende áreas de terrenos cristalinos pré cambrianos, intensamente utilizados na extração de minerais metálicos, junto aos quais se instalaram usinas metalúrgicas e siderúrgicas. A produção é escoada principalmente para o porto de Tubarão, em Vitória (ES).
Cidades: ______________________________________________________________________________

Interior de São Paulo: É uma das áreas mais prósperas e dinâmicas do Brasil, tanto no desenvolvimento industrial como na excelência de sua agropecuária. Pode ser subdividida em 3 áreas:

Região de Campinas




Oeste




Norte




O SUL

População e território
§ Abrange os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com 577.214,0 km2, é a região que apresenta menor área, ocupando apenas 6,75% do território brasileiro
§ A população da região Sul totaliza 23.516.730 habitantes, o que representa 14,95% da população do País. A densidade demográfica é de 40,7 habitantes por km2 e 74,1% da população vive no meio urbano.
§ A população mostra forte influência da imigração alemã, italiana e açoriana na região.

Quadro Natural
O clima predominante é o subtropical úmido em que as regiões de planaltos mais elevados apresentam temperaturas baixas, com queda de neve ocasional. O norte do estado do Paraná constitui uma exceção porque se insere na área de domínio do clima tropical. Na região da planície dos pampas, mais ao sul, as temperaturas são elevadas. A vegetação acompanha essa variação da temperatura, ou seja, nos locais mais frios predominam as matas de araucárias (pinhais) e nos pampas os campos de gramíneas. Cabe ressaltar o grande potencial hidrelétrico da região, especialmente a usina de Itaipu, localizada no rio Paraná, na fronteira com o Paraguai.

Destaque da economia

Vale do Itajaí




Florianópolis




Grande Curitiba




Região Serrana (RS)




Campanha Gaúcha




O CENTRO OESTE

População e território
§ O Centro-Oeste é formado pelos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e o Distrito Federal.
§ Ocupa 18,86% do território brasileiro, numa área de 1.612.077,2 km2.
§ Possui 10.501.480 habitantes (aproximadamente 6,5% da população do país), com densidade demográfica de 6,5 habitantes por km2.
§ Em que pese a dependência de atividade agropecuárias, a população predominante é a urbana, com cerca de 81,3%.

Quadro Natural
O relevo caracteriza-se pela predominância de planaltos em terrenos fortemente erodidos que originaram muitas chapadas e depressões. A porção oeste, entretanto, constitui uma área deprimida e periodicamente inundada pelo rio Paraguai, formando o ecossistema muito singular do Pantanal Mato-Grossense. A vegetação do Pantanal é complexa e sua fauna bastante variada. O planalto é o domínio do cerrado, caracterizado por uma vegetação de dois extratos: arbóreo-arbustivo e herbáceo. O clima da região é tropical semi-úmido, com duas estações: chuvas de verão e seca de inverno.

Destaques da economia







BRASÍLIA

A capital planejada do país foi inaugurada em 1960, decorrente de uma ótica geopolítica que visava induzir o povoamento e o desenvolvimento econômico do interior brasileiro, especialmente o Centro Oeste e a Amazônia. Atualmente não se circunscreve apenas ao seu núcleo central - o Plano Piloto, que compreende os prédios residenciais e da administração federal - mas abrange outros núcleos urbanos de população de baixa renda, denominados Cidades-Satélites
A idéia de se levar a capital para o Brasil central é antiga. Já em 1810, existia a proposta de transferência do governo para o interior, porque a concentração da população e da administração pública no litoral era interpretada como urna vulnerabilidade do país. Nesse sentido, em 1891, com a promulgação da Primeira Constituição Republicana do Brasil, surgiram as primeiras medidas concretas, ao ser fixado, em seu artigo 3.o, que seria demarcada, no Planalto Central, uma área de cerca de 14 mil quilômetros quadrados para a instalação da futura capital. A Constituição de 1946 também versava sobre o tema, criando a obrigação de um estudo de localização da capital.
Coube ao presidente Juscelino Kubitschek a implementação do projeto: Em 1956, deu início à instalação da Nova Capital, após uma inspeção do local designado no Planalto Central. A construção dos prédios públicos e grande parte dos residenciais surpreendeu pela rapidez da elaboração e execução dos projetos. O planejamento foi encabeçado pela equipe do urbanista Lúcio Costa e pelo o grupo de arquitetos liderados por Oscar Niemeyer.
Os projetos urbanísticos ganharam notoriedade em todo o mundo pelo seu pioneirismo e inovações arquitetônicas do chamado Plano Piloto. A concepção baseava-se no traçado de dois eixos, cruzando-se em ângulo reto, como o sinal da cruz. Um deles, o Eixo Rodoviário, foi levemente arqueado para dar à cruz a forma de um avião, e as áreas residenciais foram chamadas de Asa Norte e Asa Sul. O corpo do avião tornou-se o Eixo Monumental, com 16 quilômetros de extensão, abrigando no lado leste os prédios públicos e palácios do Governo Federal; no centro, a Rodoviária e a Torre de TV; e no lado oeste, os prédios do Governo do Distrito Federal.












O COMPLEXO REGIONAL DA AMAZÔNIA


A Amazônia é o mais extenso complexo regional do país, formado por estados que, na divisão regional do IBGE, localizam-se nas macroregiões Norte, Centro Oeste e Nordeste. Observe no quadro abaixo a identificação dos estados representados no mapa e suas respectivas siglas:


Estado

Sigla

1

Amazonas

AM

2

Pará

PA

3

Rondônia

RO

4

Tocantins

TO

5

Acre

AC

6

Roraima

RR

7

Amapá

AP

8

Maranhão (Porção Ocidental)

MA

9

Mato Grosso

MT


A Paisagem Natural
A Amazônia brasileira está localizada a noroeste do país, com extensão aproximada de 5, 2 milhões de Km , o que corresponde a 61% do território nacional.
O ambiente físico desse complexo regional destaca a combinação dos seguintes elementos:
§ Relevo: ____________________________
§ Clima: _____________________________
§ Hidrografia: _________________________
§ Vegetação: _________________________
§ Solos: _____________________________

A Ocupação e a Transformação do Espaço
O processo de ocupação da Amazônia destaca dois momentos importantes.
O primeiro momento (1880-1912) foi caracterizado pela expansão da economia da borracha, em conseqüência do desenvolvimento de técnicas de aproveitamento industrial do látex e das possibilidades de seu aproveitamento econômico. Como essa região era a única fonte conhecida para a obtenção dessa matéria prima, a atração de investimentos para a sua exploração foi muito grande.
O Ciclo da Borracha destacou os seguintes processos geográficos:
§ Migrações: _____________________________________
§ Urbanização: ___________________________ ________
§ Ampliação do Território: ____________________________

O segundo momento teve início no período do Regime Militar de 1964, que assinalou a ocupação contemporânea dessa região. Como importantes antecedentes destacou-se a Marcha para o Oeste, iniciada nos anos 40, a criação da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia, em 1953, a inauguração de Brasília e da Rodovia Belém-Brasília, em 1960.
Marco da Ocupação Contemporânea: ________________________________________________________
Conceito de Amazônia Legal: ______________________________________________________________



As Características da Ocupação Contemporânea

Povoamento Estimulado:



Ocupação Econômica:
§ Atração de Investimentos para os seguintes setores:


§ Incentivos Governamentais:


§ Implantação de Infra-Estrutura


§ Levantamento dos Recursos Naturais


O Impacto Ambiental desse modelo de Ocupação:













O Impacto Social da Ocupação Contemporânea




A Amazônia Oriental

A Amazônia Oriental destaca-se pelo maior impacto das atividades humanas, com maior alteração da paisagem natural, tendo a cidade de Belém como pólo metropolitano e sendo constituída pelos estados apresentados a seguir.

Estados

População -

habitantes

Amapá

460.000

Mato Grosso

2.420.000

Maranhão Ocidental / índice aproximado

2.500.000

Pará

6.005.000

Tocantins

1.170.000

Total Estimado

12.555.000


Nessa porção da Amazônia brasileira encontram-se localizados Grandes Projetos de Mineração:

Projeto Grande Carajás
Características: Produção de minérios para o abastecimento do mercado externo.
§ Serra dos Carajás: Província mineralógica que contém importantes reservas de minério de ferro de alto teor, manganês, cobre, ouro e minérios raros.
§ Empresa Controladora: Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), de origem Estatal e controlada atualmente pela PREVI e pela Bradesco Participações.
§ Infra Estrutura: Construção da Hidroelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins; construção da Ferrovia Carajás-ltaqui, que liga a Serra dos Carajás ao Porto de Ponta da Madeira (MA), que também foi construído para atenderão Projeto Carajás.

Projeto Trombetas
Produção de bauxita para o abastecimento de um complexo industrial de alumínio e posterior exportação.
§ Localização: Serra de Oriximiná, no Vale do Rio Trombetas, no noroeste do Pará.
§ Empresa controladora: Mineração rio do Norte, um consórcio do qual participa a CVRD, associada à outras empresas nacionais e multinacionais.
§ Destino da produção: Complexo industrial ALUNORTE-ABRÁS, onde a bauxita é transformada em alumina e em alumínio.
§ Principal destino do alumínio: mercado japonês.

Os Grandes Projetos Agropecuários
A Amazônia Oriental também se caracterizou como a principal área de desenvolvimento e de concentração Projetos Agropecuários, que tinham como objetivo transformar Belém no maior porto exportador de carne de todo o mundo.
A atuação da SUDAM foi marcada, nos anos 70, pelo estímulo à implantação de grandes projetos agropecuários e de extração de madeiras, junto dos principais eixos de ocupação, como a rodovia Belém-Brasília. A atração dos investidores era realizada a partir das possibilidades de isenções fiscais e de financiamento pela SUDAM.
Houve a valorização das terras na região, o que levou à intensificação dos conflitos fundiários e transformou a Amazônia na região onde a violência no campo é a mais destacado do país. Como saldo dessa questão também se observam a devastação da floresta, a invasão de terras indígenas e o envolvimento desses povos nos violentos conflitos fundiários.

Os Históricos Enclaves da Amazônia Oriental

Projeto Jarí (localizado na divisa AP/PA)




Serra do Navio (localizado no leste do AP)




A Amazônia Ocidental

A Amazônia Ocidental destaca-se pelo menor impacto das atividades humanas, se comparada com a Amazônia Oriental, tendo a cidade de Manaus como pólo metropolitano e sendo constituída pelos estados apresentados a seguir.

Estados

População -

habitantes

Acre

545.000

Amazonas

2.645.000

Rondônia

1.320.000

Roraima

275.000

Total Estimado

4.785.000


A Zona Franca de Manaus

Criada em 1967, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) teve como objetivo a criação de um pólo industrial que reunisse atividades urbanas e que apoiasse o processo de ocupação econômica e demográfica em curso nessa região.
Esse pólo industrial foi criado na condição de porto livre - com isenção de tarifas de importação de equipamentos e de componentes industriais, e a atração de empresas foi conduzida com base numa política de incentivos fiscais e na venda de terrenos industriais a preços simbólicos.

O Projeto Calha Norte

Apesar de incluir estados localizados na Amazônia Oriental, o coração o Projeto Calha Norte encontra-se na Amazônia Ocidental, onde se concentra o maior número de unidades implantadas e em projeto.
§ Origem desse projeto: 1985
§ Paralisação: década de 1990
§ Retomada: ano 2000, estimulada pelo Plano Colômbia, de combate ao narcotráfico, conduzido em parceria pelos governos colombiano e norte-americano.
§ Objetivos: controle da fronteira norte e noroeste, prevenção da infiltração de atividades guerrilheiras, combate ao narcotráfico e ao contrabando.
§ Características: militarização da zona de fronteira.

§ Criticas da sociedade ao projeto




§ Argumentos favoráveis



§ A hidrovia do Rio Madeira



§ O Petróleo do Alto Amazonas



O Projeto SIVAM

Sistema de vigilância da Amazônia

"O Ministério da Defesa prepara o início das operações do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) para setembro, quando as principais unidades da rede estarão funcionando e pelo menos um avião-radar R99A Emb-145 estará sendo utilizado pela estratégica base da Força Aérea Brasileira (FAB) em Anápolis".
O primeiro Centro Regional entrará em atividade no dia 25 de julho de 2002, em Manaus. Três meses depois, serão entregues os núcleos de Belém e Porto Velho. O custo total do projeto é de US$ 1,4 bilhão. A empresa contratada é a americana Raytheon Company, uma das principais fornecedoras do Pentágono.
O Sivam é o maior empreendimento de defesa e controle do espaço aéreo em execução no mundo. Estará completo a partir do segundo semestre de 2003, permitindo o fechamento eletrônico da Amazônia brasileira, uma área de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, equivalente a pouco mais da metade do continente europeu."
Adaptação: O Estado de São Paulo, 24 de março de 2002.

A Novíssima Regionalização do Brasil (2001)

Essa proposta de regionalização não oficial do espaço brasileiro é resultado de pesquisa realizada pelo geógrafo Milton Santos, publicada em 2001. Utilizando critérios baseados nas heranças históricas e no grau de incorporação das tecnologias da Revolução Tecno-científica (a Terceira Revolução Industrial), o Brasil foi dividido em 4 grandes regiões, que podem ser observadas na ilustração a seguir.


Fonte: Santos, Milton e Silveira, Maria Laura. Brasil – Território e Sociedade no inicio do Século XXI. Rio de Janeiro: Editora Record, 2001.

A Região Concentrada (SP, RJ, MG, PR, SC e RS)

Nessa região, a Revolução Tecno-científica está consolidada, apresentando: o mais denso sistema de comunicações do país, a urbanização mais importante, a vida comercial mais intensa, o padrão de consumo mais elevado e a grande difusão das atividades relacionadas com a globalização. Além dos tradicionais setores de atividade econômica (primário, secundário e terciário), são observadas novas especializações do trabalho, como as formas específicas de terciário superior (mercado financeiro), de quaternário (assistência técnica e política para o mercado global) e até um setor quinqüenário (meio informacional).
São Paulo é o grande pólo de poder nacional, pela grande concentração de serviços sofisticados, de informações e por ser um importante centro de decisões no mundo dos mercados emergentes. Nessa Região Concentrada também pode ser observado um processo de involução metropolitana, correspondente à migração da atividade industrial em direção às cidades médias do Sudeste e para as maiores cidades do Sul.

Região Centro Oeste (MS, MT, GO e TO)

Área de ocupação periférica recente, onde as novas tecnologias são estabelecidas num território natural, apresentando uma rede de cidades relacionadas com a agricultura e a pecuária globalizadas.
O meio técnico e científico do Centro Oeste está diretamente relacionado com a grande produção empresarial de soja, milho, algodão, arroz e carne voltados para o abastecimento do mercado interno e externo.

Região Nordeste (BA, SE, PE, PB, RN, CE, PI, MA)

Área de povoamento antigo, onde as modernas tecnologias foram instaladas de forma pontual e pouco densa, como é o caso da moderna fruticultura do médio vale do rio São Francisco ou das grandes metrópoles industriais nordestinas.
Em geral, apresenta baixos índices de mecanização agrícola, elevada porcentagem de população rural e uma rede urbana raquítica, com grande número de centros urbanos de pequeno porte. Sua vida de relações é precária, materializada pelos baixos índices de circulação de pessoas, produtos, informações e de dinheiro.

A Região Amazônica (AM, PA, RO, AC, RR, AP)

Região de baixas densidades demográfica e tecnológica. Como área de ocupação recente, foi a última região brasileira a ampliar a mecanização da produção econômica e a inserir as mais modernas formas de infra-estrutura em seu território.
A presença de áreas agrícolas e de mineração modernas denuncia a sua inserção na lógica do mundo globalizado, fato relacionado com a implantação de importantes sistemas de transporte e de meios de comunicação avançados, como os radares do Projeto SIVAM.
As grandes cidades, como Belém e Manaus, são responsáveis pela integração da Amazônia com os principais centros dinâmicos do Brasil.